Vamos postar fotos e memórias da nossa eterna catedral !
Situado no mesmo local que o actual Estádio da Luz (que mantém a mesma designação "original" - pese embora tenha sido construído de raiz - por ser visto como uma continuação do já existente) foi inaugurado em 1 de Dezembro de 1954, sob a presidência de Joaquim Bogalho, que ficaria conhecido também como o «homem do estádio», cuja força de vontade bastaria para consumar o sonho.
Construído com a ajuda e um enorme sacrifício de muitos sócios e simpatizantes do Benfica a edificação desta obra fica registada como um marco que simboliza toda a grandeza e a enorme mística do clube mais popular de sempre em Portugal e um dos mais prestigiados de toda a Europa
Aquando da inauguração, em 1954, o Estádio da Luz, inicialmente denominado por Estádio de Carnide [mas que tem como nome oficial,tal como o actual: Estádio do Sport Lisboa e Benfica ] tinha capacidade para 50 mil lugares. A partir da construção do célebre Terceiro Anel, em 1960, ( famoso pelo enorme apoio vigorante que dava aos jogadores durante os jogos) passou a ter cerca de 80 mil lugares. Com a conclusão do Terceiro Anel em 1985, o Estádio da Luz fica com capacidade para 120 mil espectadores, tornando-se assim o maior estádio da Europa e o 3º maior do Mundo.
A nova bancada (o Terceiro Anel ), por vezes denominada de Inferno da Luz, cedo se transformou na ilustração viva do carisma e da paixão que, desde então, se associam à "Catedral" benfiquista.
A inauguração do Estádio do Sport Lisboa e Benfica.
A relevância do acontecimento e o seu significado no histórico do clube exigem que sobre ele falemos com maior desenvolvimento.
A vida do Benfica, até à data da inauguração do novo estádio, foi sempre marcada pela instabilidade e pela precariedade.
Clube popular por excelência, o Benfica sempre se confrontou com difíceis problemas financeiros. E desde muito cedo se habituou a contar com as suas próprias forças, ou seja, com a disponibilidade dos seus dirigentes e da grande maioria dos seus adeptos.
Nas primeiras décadas de vida, foram muitos os momentos de desânimo em que se chegou a temer pela sobrevivência do clube. Para alguns estudiosos deste fenómeno, a circunstância de o Benfica ter enfrentado tais dificuldades, sobretudo no que respeita à falta de infraestruturas à altura do seu prestígio e dimensão e do seu progressivo peso na sociedade portuguesa, terá muito a ver com o facto de não se ter deixado atrair por influências políticas, nem pela simpatia de certas personalidades, sempre prontas a negociar favores e benesses de toda a espécie.
Seja como fôr, a independência do clube relativamente aos poderes instituídos, característica de uma forma de estar que o tempo viria a confirmar, obrigaram-no, até 1954, a "andar de casa às costas". E até se fixar nas Amoreiras, cumpriu uma autêntica via sacra, passando sucessivamente das Salésias para a Feiteira, daqui para Sete Rios e, por fim, de Sete Rios de novo para Benfica (Avenida Gomes Pereira).
A construção da auto-estrada do Estádio, uma das prioridades do então Ministro das Obras Públicas, Eng. Duarte Pacheco, acabaria por confinar a escassos 15 anos a utilização do recinto das Amoreiras.
Mais uma vez o BENFICA, sucumbia aos planos de desenvolvimento urbanístico da cidade, sendo obrigado a transferir-se para o Campo Grande, no dia 5 de Outubro de 1949, de onde só sairia paro o seu novo estádio, o Estádio do Sport Lisboa e Benfica, "poiso da águia" há quase meio século.
A edificação do Estádio foi uma obra colectiva por excelência e um verdadeiro hino às virtudes da solidariedade e da entreajuda. Sob a direcção do então presidente Joaquim Ferreira Bogalho, e a par do incansável trabalho de uma comissão onde se integravam figuras como Agostinho Paula, António Costa e Sousa, António Adão, António Campos Vieira, Augusto Rodrigues, Carlos de Almeida, Francisco Retorta, Dr. João Ferreira da Costa, José Ricardo Domingues Júnior, Justino Pinheiro Machado, Manuel de Almeida Oliveira e Dr. Manuel Paulino Gomes Júnior, já falecidos na sua grande maioria, raros foram os sócios e simpatizantes que se furtaram de dar o seu apoio, em géneros ou em horas de trabalho, à mais empolgante iniciativa alguma vez lançada pelo clube.
"Pude avaliar a grandeza dessa epopeia gigantesca da grande família que quer construir o seu lar. Vi como o operário modesto se esquecia das suas próprias necessidades para ir largar o seu óbolo com a alma a transbordar de ternura. Encontrei-me muitas vezes com a pele tensa a ouvir o grito Ben-fi-ca! Ben-fi-ca! Ben-fi-ca!" escreveu, a propósito, o jornalista Vítor Santos no jornal do clube.
Na ocasião, o Chefe de Estado condecorou com a Medalha de Mérito Desportivo o Sport Lisboa e Benfica, apondo as respectivas insígnias no estandarte do clube. O desafio inaugural disputou-se entre o Benfica e o FC Porto, que saiu vencedor por 3-1. Mais, curiosidade, o primeiro golo portista na Luz foi marcado pelo defesa do Benfica, Jacinto, aos 5m na própria baliza. Em 8 de Dezembro, ainda no programa das comemorações, apresentou-se na Luz o Real Madrid, onde alinhava o célebre Di Stéfano, e ganhou ao Benfica por 2-0.
[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=SWD_QSOo9lw[/YOUTUBE]












Responder com Quote


Bookmarks