Habemus Tetra!

28ª jornada
Belenenses 0 - 5 Sp. Braga * O descalabro dos azuis do Restelo neste jogo pode ser o prenúncio de uma descida anunciada desde o início da época, quando resmas de jogadores de qualidade duvidosa rumaram até Belém, sendo que os ajustes feitos em Janeiro ainda mascararam alguma coisa, mas sem a qualidade necessária para fugir aos lugares de despromoção. O Belenenses neste jogo ainda viveu na 1ª parte, apesar de estar em desvantagem muito cedo, mas morreu num quarto de hora do 2º tempo, afogado pelo vendaval bracarense, equipa que se limitou a aproveitar os espaços e a descrença para descansar de uma época muito boa, mas que também já vai longa e desgastante para estes jogadores do Minho. Destaco as palavras do comentador Carlos Manuel, e alargo a sua opinião a todas as equipas do nosso campeonato, quando ele disse que o Belenenses poderia e deveria ter aproveitado a sua formação e fazer uma prospecção qualitativa dos escalões secundários do nosso futebol português, poderia ter tido uma época melhor se assim tivesse feito. Claro que estas apostas não dão fruto imediato, mas é uma ideia que apoio para todos os clubes, pode ser um caminho de futuro e com futuro.
F.C. Porto 1 - 0 Nacional * Eis o campeão deste ano! Justo, com mérito, com mais dificuldades esta época, mas seguro nos seus objectivos! Este jogo apontava para a consagração do campeão, contudo o Nacional não veio para festas, mostrou muito empenho, organização e qualidade, em especial na 1ª parte, fazendo os dragões vacilarem na sua exibição. Alguma ansiedade e nervosismo esbateu-se logo no início da 2ª parte, com o golo da vitória e do título, reduzindo os sustos protagonizados pelos madeirenses a simples suspiros. Parabéns ao F.C. Porto!!!
Leixões 0 - 1 Académica * Mais uma prova do brio evidenciado esta época pelos estudantes, em especial na 2ª volta, com uma prestação estupenda, exibições bem conseguidas e uma qualidade organizativa e táctica acima da média. A entrada do Leixões a todo o gás esbateu-se nas seguras defesas de Roma, tendo a Briosa assentado o seu jogo, marcado o golo, sustido a reacção do Leixões na 2ª parte mas conseguindo terminar a partida por cima, com evidente supremacia, só pecando na finalização. Este jogo foi um espelho da época de ambas as equipas: o Leixões em grande na 1ª volta, a Académica segura na 2ª volta.
P. Ferreira 2 - 1 Marítimo * Resistentes e batalhadores, os pacenses alcançaram uma vitória pela qual lutaram muito, que lhes garantia a manutenção e a tranquilidade para lutarem por uma vitória na final da Taça de Portugal. O Marítimo esteve bem na 1ª parte, parecia embalado para uma vitória, mas a invisibilidade do seu jogo no 2º tempo, em conjunto com o querer do Paços, traduziu-se numa derrota que acaba por evidenciar uma época cheia de baixos e com poucos altos para os insulares. Os pacenses colocaram em campo a raça que lhes valeu mais uma época na liga principal e também foram recompensados neste jogo por isso.
Naval 0 - 0 E. Amadora * Embora ainda sujeitos a sustos na luta pela permanência, ambas as equipas preocuparam-se em garantir um ponto para cada, o que pareceu ser o mais justo e o mais apreciado, antes 1 que nenhum. Só a parte final do jogo mostrou alguma vivacidade junto às balizas, porque de resto foi um marasmo completo, o dito jogo de final de época…
Sporting 2 - 1 V. Setúbal * O Sporting passou por muitas dificuldades para ganhar neste jogo, mas muito por culpa própria, pois o Vitória só se esticou para chegar ao empate, também com a ajuda da inépcia leonina, e depois limitou-se a defender ( em demasia ) o pontinho, enquanto os leões pareciam adormecidos, talvez limitados pela falta do seu mentor e das suas palavras de incentivo… ao árbitro. Por outro lado, o Sporting ainda conta nas suas fileiras com o decisivo Liedson, que chega e sobra para desembrulhar estes jogos de grande constrangimento. Garantido assim o 2º lugar, sem brilho neste jogo, mas com mérito na restante temporada, os leões podem agradecer nesta época ao levezinho – agradecer muitas vezes – e também à despressurização encarnada…
Benfica 2 - 2 Trofense * Ao contrário do sucedido na 1ª volta, desta vez o Trofense não ganhou, o Benfica não jogou tão mal – mas o maior beneficiado acabou por ser o mesmo. Com um jogo interessante na sua globalidade, o Benfica só se pode queixar do relaxamento defensivo que permitiu 2 golos ao Trofense, equipa que pouco mais fez do que defender e tirar proveito dos lances de bola parada. À boa reacção dos encarnados depois do golo inicial dos homens da Trofa faltou maior acutilância, maior acerto defensivo e mais vontade, pois oportunidades para vencer o jogo até apareceram, com especial destaque para a 1ª parte, onde uma vantagem tranquila poderia ter sido alcançada sem dificuldades. A quebra da 2ª parte foi evidente, a equipa só mexeu com a entrada de Balboa, mas não teve capacidade para inverter o rumo que espelha uma época abaixo das reais capacidades do plantel escolhido.
V. Guimarães 0 - 1 Rio Ave * Como já referi, este renascido Rio Ave afinal tem asas para sonhar, e neste jogo mostrou de novo uma capacidade notável, um esforço assinalável e uma qualidade desconhecida. Carlos Brito terá certamente o mérito, mas o querer destes jogadores pode valer uma época. Neste jogo valeu uma vitória, de alguma forma tranquila, perante um Guimarães cansado, desgastado pela má época, sem vontade, contagiado até pela apatia do seu público, algo que parecia impossível de acontecer no D. Afonso Henriques.








